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Quiet Luxury em versão acessível: como o fast fashion reinventa o luxo minimalista

Look de quiet luxury acessível com peças minimalistas em tons neutros no estilo fast fashion

O “quiet luxury”, estética marcada por cortes precisos, paleta neutra e ausência de logotipos, volta com força em uma leitura mais acessível. Mais do que uma tendência de moda, o movimento se consolida como um estilo de vida que prioriza qualidade, discrição e atemporalidade acima da ostentação. Ele reflete o desejo de um consumidor que busca elegância sem precisar exibir marcas o tempo todo.

Do luxo restrito ao guarda-roupa acessível

Antes concentrado nas grandes casas de moda e em consumidores de alto poder aquisitivo, o quiet luxury começa a ser reinterpretado por redes de fast fashion. Essas empresas identificaram no minimalismo sofisticado um caminho para elevar a percepção de valor de suas coleções sem romper completamente com a ideia de preço acessível. Marcas de médio e alto alcance passaram a adotar elementos desse “luxo silencioso” para dar mais sofisticação às peças sem transformar cada lançamento em artigo de luxo tradicional.

Um dos exemplos mais citados é o da Uniqlo. A Vogue Business aponta a marca como um vetor dessa cultura ao apostar em peças minimalistas, como suéteres de cashmere vendidos por menos de 100 dólares. Dentro desse contexto, esses itens podem ser lidos como uma forma de quiet luxury acessível, que entrega aparência refinada sem exigir um investimento tão alto.

COS e o minimalismo como linguagem de luxo discreto

Outro caso relevante é o da COS, braço mais minimalista do grupo H&M. A marca já era conhecida pelo design atemporal, mas passou a ser associada com mais frequência ao movimento de luxo discreto. Isso acontece porque a COS investe em modelagens limpas, cortes estruturados e tecidos com boa durabilidade. Esses atributos dialogam diretamente com os valores centrais do quiet luxury.

Esse movimento responde, sobretudo, a um consumidor jovem que deseja transmitir elegância sem ostentação direta. A estética discreta que ganhou espaço em séries, tapetes vermelhos e campanhas de luxo recentes influenciou esse público. Como aponta a Vogue Brasil, esse comportamento traduz uma mudança na ideia de “valor” na moda. O preço continua importante, mas a qualidade do tecido, o caimento e o tempo de uso passaram a pesar mais na decisão de compra.

Visual polido, técnica adaptada

Na versão adaptada ao varejo, o quiet luxury não replica por completo as técnicas de alta-costura. Ainda assim, entrega um visual polido, capaz de dialogar com a moda contemporânea sem afastar o público pelo preço. O foco recai sobre peças versáteis, como blazers retos, tricôs de toque macio e calças de alfaiataria com caimento levemente amplo, que funcionam em diferentes contextos do dia a dia.

Enquanto o luxo tradicional mantém sua força com materiais nobres e altíssima durabilidade, a versão democratizada aponta para um comportamento de consumo mais atento à imagem, à discrição e à praticidade. O guarda-roupa se organiza em torno de itens que não chamam atenção pelo logo, e sim pela forma como se encaixam na rotina de quem usa.

Se o movimento vai se consolidar ou apenas atravessar mais uma temporada, ainda é cedo para afirmar. Mas algo já ficou evidente: o desejo por elegância voltou a ocupar espaço importante nas escolhas de consumo. A diferença é que, desta vez, essa elegância cabe em mais bolsos.

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Escrito por Ana Clara da Costa Rocha, integrante da equipe do  Ateliê Skema.

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