A Milan Fashion Week SS26 chegou ao fim deixando claro que a moda italiana está em plena transformação — tanto nas criações quanto nos bastidores. A temporada foi marcante pelas mudanças na direção criativa de marcas, e pelas tendências inovadoras para as próximas temporadas.
Entre os destaques da semana, Demna apresentou sua primeira coleção à frente da Gucci, e Simone Bellotti estreou na Jil Sander, mantendo a estética minimalista, mas com toques mais experimentais. Dario Vitale revelou sua visão moderna para a Versace, enquanto Louise Trotter, na Bottega Veneta, destacou-se como uma das poucas mulheres a comandar uma grande maison nesta temporada — e o resultado foi um desfile que equilibra a herança artesanal da grife com uma visão moderna, funcional e sofisticada.
Veja abaixo algumas das tendências que se destacaram nesta temporada:
Técnicas artesanais
O trabalho manual ganhou protagonismo, celebrando o valor do feito à mão. Do crochê e tricô refinado ao toque mais contemporâneo do handmade, as coleções exploraram texturas e saberes tradicionais com tendências atuais. Nesse contexto, Marco Rambaldi trouxe a renda guipir com frescor urbano, enquanto Moschino apresentou um patchwork futurista — placas metálicas perfuradas unidas por costuras aparentes, numa fusão entre artesanato e tecnologia.

Transparência
A transparência se afirmou como uma das apostas mais fortes da temporada. Surgiu em diferentes leituras: vestidos com efeito plástico e brilho líquido na Jil Sander, peças etéreas e românticas em Vivetta, Fendi, Emporio Armani e Dolce & Gabbana, e versões mais ousadas e estruturadas na Moschino. Um convite para brincar com o que se revela e o que se esconde.


Leveza e fluidez
A estética boho continua firme nas passarelas milanesas — mas agora reinterpretada com delicadeza. Vestidos esvoaçantes e tecidos translúcidos marcaram os desfiles de Vivetta, Luisa Beccaria e Blumarine, evocando o romantismo e a leveza típicos da primavera italiana.

Referências dos anos 80
As referências oitentistas também voltaram com força, principalmente nas silhuetas de ombros marcados e caídos, trazendo estrutura e atitude para a nova estação. Uma nostalgia atualizada, que equilibra volume e movimento.

Em síntese, nessa temporada marcada por estreias icônicas, inovação estética e o retorno do trabalho artesanal ao centro das criações, a Milan Fashion Week SS26 reafirmou a essência da moda italiana: a habilidade única de unir tradição e vanguarda.
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Escrito por Beatriz Bragança, integrante do Ateliê Skema









